Sylvia Cohin
Desmede-se o Poeta em seu dilema
cantando o Ser Amado em prosa e verso
mas queixa-se do Amor que é controverso,
perdido na Galáxia de um Poema
Vacila em seu compasso tresloucado,
um carrossel girando sem travão,
levando acima e abaixo a emoção,
num sobe-e-desce insano e descuidado
Numa inconstante e insólita viagem,
no Amor se enleia e se contradiz;
Mesmo com medo de ser tão feliz,
inunda corpo e alma de voragem
Maior que o Cosmos é o seu amor...
Preso à gangorra onde cavalga o Verso
e em cada Rima onde rabisca imerso,
faz-se Gigante e frágil Sofredor...
SYLVIA COHIN
02.02.2008





