Sylvia Cohin
Sonho é sonho, sem idade,
Que além da realidade
Inspira e ajuda a viver;
O sonho que a mão espalma,
Definha e sufoca a alma
Que luta pra não morrer...
É cidade que se espalha,
Que a imaginação entalha
Com o cinzel da emoção
Onde habita toda ânsia
E em qualquer circunstância,
É pilar de construção.
Só fica perdido em véus
No topo de arranha-céus,
Fora do alcance da mão.
Transforma-se em utopia
"ah, se eu pudesse faria"
Entre o desejo e a ficção.
Sendo o sonho intemporal,
Parece sempre atual,
Nasce envolto de grandeza,
Seu esplendor pede espaço,
Mas lhe basta um bom regaço
E do aconchego, a certeza...
No ‘concreto’ se edifica
Devagar, corporifica,
Parto de dor e de anseio...
Por quê raios nesta vida
Se o sonho é 'sob medida',
Metade é só devaneio?
SYLVIA COHIN
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