quinta-feira, 2 de outubro de 2008

« AH, SE EU PUDESSE... »

Sylvia Cohin

Pegar nas mãos minha ternura por ti
e na concha de meus dedos dar-lhe forma...
Seria azul celestial...
aquele azul que veste o espaço sideral.
Morna seria...
nem muito quente ou muito fria...
morna seria o ideal...
E com um toque mínimo que fosse,
eu lhe daria um aroma divinal
que te envolvesse num afago doce,
quiçá, um tanto sensual...
Finalmente,
com um retoque magistral,
eu lhe daria o tom de magia
e a meiguice do brilho das estrelas,
condensava em gotas de cristal...
Assim, minha ternura tu verias
flutuando pro teu gozo e alegria,
aconchegante
e intemporal...

SYLVIA COHIN

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

(Em resposta a "Vendo e Ouvindo Estrelas" de Gui Oliva)

De Estrelas... Bilac... e Gui...

Sylvia Cohin

O morse misterioso das estrelas
e o encanto que exercem nas pupilas,
fazem crer que impossível é não vê-las
e difícil, viver e não ouvi-las!

E aqueles que ao Poeta chamam louco
julgando que o seu verso é só delírio,
jamais olharam o céu e muito pouco
entendem das estrelas e seu círio!

Pois louca, só permito que me chame,
quem como eu, perambula pelas quinas
das estrelas, e tem no olhar o enxame
de luz, que faz brilhar suas meninas!

SYLVIA COHIN

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